as palavras nao nos iluminam
Nesta vida – é um facto – estamos sempre
a desaprender coisas novas. O mundo
vai guardando a luz nas suas bainhas negras
e temos a melindrosa companhia dos fantasmas
que nos procuraram: eles governam rudemente
os nossos pequenos reinos e há um ceptro novo
para cada coroação. De repente, com a volta
das estações, damos por nós muito mais velhos
nas fotografias. As razões que nos assistiam
empalidecem em paisagens cruelmente coagidas
pela luz. Fomos expulsos dos grandes palácios
da alegria? Onde estão os mapas que nos guiavam
lá dentro, exactos como o instinto? Não sabemos
responder: o caminho turva-se: são as incertezas
da maturidade. As palavras não nos iluminam
e o amor está condenado aos defeitos naturais
do coração, que ainda assim há-de voltar a arder
sem defesa nem socorro uma vez mais.
9 Comments:
e o amor está condenado aos defeitos naturais
do coração...que verdade absoluta...e como o sentimos na pele
vim mandar umas jokas!!!
"as palavras não nos iluminam" ...mas estas fazem sentir a alma.
bjo
Adorei o teu texto. Por isso se diz, quem me dera ser novo e saber o que sei hoje...
Seja feita a sua vontade, assim na Terra, como na Alma.
Nesta vida - deixa-me dizer-te que não concordo contigo - estamos sempre a aprender coisas novas.
Mais que não seja, que não saberemos nunca tudo.
um beijo
Um Bom fim de semana!! Jokas*/
Pede-se um regresso...
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